Nas férias grandes, como se dizia naquele tempo, às vezes ia passear com o meu Pai. Estas viagens apareciam de surpresa e neste ano não houve excepção. Quase na véspera da partida, soube que ia a Nova Iorque e Monreal. Imaginem o impacto desta notícia.
Chegada a Nova Iorque, a grandiosidade das
avenidas e dos edifícios deixou-me atordoada.Muita gente, muitas culturas, um mundo novo.
Muita coisa para ver e reter na memória. Agora, à distância, lembro a emoção que senti ao chegar ao topo do Empire State Building. Na altura era considerado o edifício mais alto do mundo. Estar ali com Nova Iorque lá em baixo onde tudo parecia pequenino, fazia-me sentir dona do mundo mas, por outro lado, a imponência do edifício reduzia-me à insignificância do tamanho de uma formiga.
Dali fomos para Monreal que é uma cidade muito bonita e onde, já na altura, residiam muitos portugueses.
Só a cidade já dava para ficar deslumbrada. O facto de nesse ano estar a decorrer a Expo 67 era uma coisa do outro mundo. O recinto da exposição, a arquitectura dos pavilhões, a utilização das mais modernas tecnologias, criavam um turbilhão de emoções. Era preciso reter tudo para depois contar aos amigos.







