Ainda me lembro das "burricadas". Era cada tombo! Ora era a albarda que estava mal apertada, ora era o burro que se assutava com qualquer coisa...
Pelos caminhos havia silvas.
As amoras madurinhas eram uma tentação.
Comiam-se mesmo ali com pó e tudo.
Nada fazia mal.
Tínhamos que ter muito cuidado por causa das nódoas na roupa. Quem já foi às amoras sabe do que estou a falar. O que vale é que trazíamos umas amoras verdes que ajudavam a tirar a nódoa.
A certa altura também trazia folhas de amoreira. Tinha sido apanhada pela mania de ter bichos da seda em caixas de sapato.
Na Páscoa os campos estavam lindos. Haviam florzinhas de todas as cores e a erva crescia em toda a parte. Até parecia relva. As vacas pastavam nos lameiros e, de vez em quando, passava um rebanho de ovelhas guardadas pelo pastor e os cães, que impunham respeito.
A água corria pelos campos e havia ribeirinhos por todo o lado. Era a altura de ir aos agriões e aos azedões para a salada.
Azedões ou azedas
Crescem espontaneamente junto de paredes e muros. Contêm ácido oxálico, gordura, muita vitamina C, ácido salcílico, cálcio, ferro, manganês, ácido crisofânico, fitosterol e óleo. Devido ao seu elevado teor em vitamina C é um bom remédio contra o escorbuto. Devido ao seu teor em emodina e ácido crisofânico esta planta é usada para o tratamento da prisão de ventre. Forma combinações orgânicas de ferro fomentando a formação de sangue.
É boa para casos de anemia.
Emprega-se como salada e na confecção de sopas.
Emprega-se como salada e na confecção de sopas.
Junto às estradas as mimosas floridas tornavam a paisagem amarelinha.




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